Nesse fim de semana que passou, o Reino Unido comemorou o dia anual de memória dos soldados que deram suas vidas pela nação em todas as guerras de sua história. Todos os Britânicos vestem uma papoulinha vermelha com centro negro na lapela. As autoridades colocam coroas de papoulas ao pé de monumentos por todo o país. Cidades grandes, médias e pequenas lembram aqueles que entregaram suas vidas pela liberdade de gerações futuras. É um evento de todos – não vale nessa data cor, ideologia, preferência sexual, idade nem nada. Eu como esquilo observador acho que no Brasil uma data com esse espírito cairia muito bem. Na BBC que eu espiei pela janela da sede do Haras Polana no domingo, eu vi a Rainha Elizabeth ao lado do primeiro ministro Gordon Brown (trabalhista) que estava junto com o líder da oposição (do partido conservador), na frente do John Major (conservador também) que estava ao lado do Tony Blair (trabalhista). Já aprendi que países se fazem com partidos que tenham programas claros e bem declarados, com debates francos e energéticos e com a busca de caminhos possíveis entre as diferentes forças políticas das sociedades. Disso tudo se fazem sociedades maduras e progressistas – disso tudo e também de calçadas decentes, mas isso eu deixo para meu próximo post.
Papoulas para construir um País
9, Novembro 2009 por .Reflexão Haiku sobre Pré Sal e Jogos Olímpicos 2016
8, Outubro 2009 por .“Muito Carnaval e pouca Quaresma, os males do Brasil são.”
Joca en Bourgogne
24, Setembro 2009 por .
Veugeot. Um pequeno vilarejo numa das grandes regiões de vinho da França e do mundo. Uma de muitas pequenas vilas rurais da Europa que atraem grande número de turistas todos os anos. Quase todo mundo em Veugeot — em em Beaunes e Vosnes-Romanee e todas as outras cidades da região — vivem do vinho e do turismo. Na verdade o turismo é quase função direta do vinho. Sem as uvas e as vinícolas, Veugeot seria mais uma pequena cidade com alguma história na Europa. Com os vinhos surgiram restaurantes, hotéis, lojas, padarias e até parques temáticos. Sem o vinho nada disso existiria. Preservar o vinho e a autenticidade da região é tudo na vida dos moradores. Pixar uma parede de um castelo ? Colocar um outdoor na entrada da cidade ? Backlight no posto de gasolina ? Jogar entulho e lixo na calçada ? Tudo isso seria um suicídio para quem vive de prestar serviços aos outros. O serviço do prazer enológico, da pesquisa histórica, do bem estar e da tranquilidade. Em Campos do Jordão nosso serviço é a qualidade de vida. Na natureza em especial. O meio ambiente é o nosso vinho. Em torno dele todos nós vivemos e sobrevivemos — esquilos ou não. Nosso produto é a tranquilidade, a limpeza, os jardins, o ar puro. E a música de qualidade é claro. Coisas que são difíceis de encontrar na cidade grande. Cuidemos desse nosso produto para cuidar de nós e nossos descendentes. Pensem nisso quando olharem para essa pequena foto de Veugeot.
Santo Antonio do Pinhal mostra como se Limpa Poluição Visual
16, Setembro 2009 por .Passe por Santo Antonio para ver como uma pequena cidade pode dar aulas de ordem urbana a outra maior e mais rica. A operadora de cartões Visa entrou num acordo com comerciantes locais e forneceu placas para sinalizar a frente de seus estabelecimentos. São de madeira entalhada. Com os logos e as cores de cada empreendimento. São todas retangulares e penduradas por braços de ferro artesanal. São todas do mesmo tamanho – e todas discretas. Com isso o eixo central da cidade está mais simpático, arrumado e atraente. Os comerciantes terão resultados cada vez melhores com esse tipo de atitude – mais clientes virão, clientes de bom gosto e com renda para consumir seus produtos. A cidade prosperará por que a arrecadação aumentará. As calçadas poderão ser melhor mantidas. Mais e melhores clientes virão etc etc etc. Vocês precisam mesmo de um esquilo para contar essa história toda?
Baroneza de Capivari consegue ser melhor ainda do que a do Palácio
9, Setembro 2009 por .Tem um novo restaurante pequeno e bonito do pessoal lá da Baroneza em Capivari. Eu estive lá por que, como vêem pelo meu post anterior, andei por aquelas bandas por conta do evento da Bovespa / BM&F. O restaurante é sensacional por uma combinação de fatores: está numa casa que representa Campos do Jordão de verdade; tem um cardápio sem grande extensão e de imensa qualidade; seus preços são muito, muito razoáveis; e, “last but not least” tem um serviço despretensioso e simpático. Era o bom exemplo que os Jordanenses e visitantes precisavam. Que floreçam um milhão de Baronezas !
Congresso Bovespa/BM&F não pode perder o pique
31, Agosto 2009 por .Se eu fosse Prefeito de Campos do Jordão ou hoteleiro, ou o João Dória ou dono do Davos ou de outro restaurante em Capivari eu estaria preocupado. Com o seguinte: depois que a BM&F se fundiu com a Bovespa, esse evento bienal que eles organizam em Campos do Jordão não foi mais a mesma coisa. Não teve a mesma cobertura de imprensa, não teve tantos economistas internacionais incríveis, não teve tanto impacto visual e espiritual na cidade. Campos precisa desse evento criticamente. E o Brasil precisa desse evento criticamente. Ele estava se tornando nosso Davos, nossa reunião do FMI – nosso Jamboree dos mercados de capitais. Campos do Jordão aparecia no Jornal Nacional como palco de debates sofisticados. Campos do Jordão ficava com cara de centro de inteligência. E gente com recursos abundantes freqüentava seus restaurantes, seus hotéis e seus eventos culturais. É verdade que esse ano teve um pouco disso tudo de novo. Mas como esquilo observador que sou, senti um arrefecimento de ânimos dos patrocinadores e organizadores. Será uma pena se eles não se aproveitarem da imensa franquia que construíram nessas 3 versões do congresso. Eventos precisam de tempo para amadurecer e esse estava indo de vento em popa. Entendo pouco ou nada de derivativos etc e tal, mas sei que essa conversa é estratégica para Campos do Jordão. Em segundo lugar de relevância somente perante o Festival de Inverno minha modesta opinião de roedor.
Vejam o tipo de divulgação que esse evento gera para cidade:
Bloomberg – Meirelles ‘Anchor’ of Brazil Growth Ponders Politics:Week Ahead
O Globo – Representante do Banco Central dos EUA diz que economia global já entrou em rota de recuperação
Vejam o que acham dessas 30 referências de arquitetura Brasileira
14, Agosto 2009 por .Não tenho certeza da fidedignidade da fonte, mas o conteúdo é inteligente e valioso para o comércio Jordanense
31, Julho 2009 por .Discurso de Sam Walton, fundador do WAL MART, fazendo a abertura de um programa de treinamento para seus funcionários.
” Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.
Engana-se.
Sabe quem eu sou???
EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!!!
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.
Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA”.
” CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR.”
(WAL MART É A MAIOR REDE DE VAREJO DO MUNDO)
Mandem o lixo tóxico ingles aqui para Campos do Jordão!
22, Julho 2009 por .
Nem o gambá mais autoconfiante daqui do bosque tem a paixão por lixo que vocês humanos de Campos do Jordão têm. É lixo nas esquinas do bairro do Santa Cruz. Lixo nas ruas de Capivari. Lixo no entorno do colégio TCC. Lixo nas calçadas na frente das casas. Tem placa de Eternit quebrada, fralda descartável usada, copo de plástico, garrafa pet, saquinho de salgadinho, papel solto e muito mais. Que incrível paixãpo vocês nutrem por esse exibicionismo no descarte. Imagino que seja por status. Afinal, nessa Suíça Brasileira tudo se faz para parecer abastado. Donde surge o lixo: jogo fora por que tenho muito. Muito refrigerante, salgadinho, fralda suja, cigarro, revista e até telhado. Já vi muitos de vocês jogarem lata de refrigerante pela janela. Essa duram pouco na rua por que há catadores atrás delas que ganham na reciclagem. Mas as garrafas e sacos e papel e material de construção partido, isso tudo não tem pai nem mãe. E todos convivem felizes com esses dejetos no seu entorno. Fazem fogueiras no Sta Cruz ao lado de semi lixões. Conversam na calçada em Abernéssia com amigos ao lado de lixo. Sentam na praça de Capivari até ao lado do lixo na grama. Responda rápido: existe lugar onde o lixo tóxico inglês, ora estacionado em Santos à espera de um lar, seria mais carinhosamente recebido do que nessa cidade ?
Nós esquilos somos bem mais arrumados e achamos isso tudo muito difícil de entender. Para nós o lixo não é sinal de virtude como pensam vocês. Ao contrário: o lixo é sinal de baixa auto estima. É um mal perfeitamente remediável sem a intervenção de ninguém. Não é culpa do “governo”. Não foi o prefeito quem jogou a lata ali. É só você querer que a cidade fica de outro jeito. Por conta e ordem dos próprios cidadãos. Nada mais. Simples assim. Mas para isso acontecer vocês humanos de Campos do Jordão precisam acreditar que valem alguma coisa. Precisam amar a si próprios. E dessa forma perceberem que não merecem viver como parte de uma pilha de descartes.
Veríssimo torce e retorce para explicar sua fidelidade a Lula e a de Lula a Sarney
16, Julho 2009 por .Coitado do Luis Fernando Veríssimo. Acompanho nas pilhas de jornais que a Delma Thereza deixa do lado de fora de seu escritório aqui no auditório seus artigos que às vezes enveredam pela política (por que mesmo isso ?). Entendo portanto que ele gosta do Lula. Bastante mesmo. Na verdade acho que ama o Lula. Ele está sem fôlego com o assunto do Sarney também. Disse que agora – talvez – chegou a hora do Sarney pedir licença. Talvez haja algo meio complicado nessa discussão toda de atos secretos e de patrocínios a fundações. Pode ser mesmo. Mas o Veríssimo é muito justo e criterioso e sublinha que não tem certeza se essas acusações procedem. Que bom que ele seja assim tão sóbrio. Nesse país de falastrões e bravateiros é sempre bom alguém assim pausado e maduro. Depreendo de seus textos que mesmo assim tudo isso é – talvez – o custo dos enormes benefícios que o Lula traz ao Brasil com sua bem sucedida empreitada de aumento dos gastos públicos.
Entre esquilos achamos que a ingenuidade só é virtude até o começo da adolescência. Coitado do Luis Fernando Veríssimo.

